terça-feira, 20 de setembro de 2011

O que vi da vida

Na noite do dia 18 de setembro, um domingo, eu assisti a um quadro do Fantástico - O que vi da vida – com a atriz Cissa Guimarães. Ao falar da perda do filho, ela disse que respeita a dor, eterna, mas que continua com o seu caminho. Mencionou sobre uma história, que fala sobre um poleiro de almas e que se perguntassem a ela se ela repetiria toda a sua experiência, incluindo a perda do filho, ela disse que sim. Procurando aqui e ali, encontrei a expressão em "Viva o povo brasileiro", do velho e bom João Ubaldo Ribeiro.

Foi como se ela estivesse conversando comigo, trocando experiências entre duas mães. Eu não perdi o meu filho, eu o tenho como um presente, que veio nos ensinar lições muito importantes. Sim, eu sinto dor, sim, ele tem limitações, mas eu posso dizer que ele não veio fazer mal à sociedade. Quantas mães podem olhar para um filho de 3 anos de idade e afirmar que ele não veio para fazer mal a ninguém? Eu me sinto, portanto, privilegiada. Não é qualquer mãe que tem um filho tão especial.

Filho não vem com bula, não vem com histórico antecipado – não para nós, meros mortais . Não sabemos quando ficarão gripados, se vão ter catapora, sarampo. Não sabemos quem serão. Eu sei que o meu filho talvez não tenha o futuro mundano que sonhei, mas ele terá a vida que foi escolhida e eu preciso fazer o melhor por ele. Hoje e sempre.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Dor

Se você está sentindo alguma dor - física, emocional, espiritual - acredite: ela é o resultado de um passado que você construiu e é, ao mesmo tempo, o sinal de uma mudança.

É na dor que a gente reza. É na dor que a gente busca a cura. É na dor que a gente cresce. Injusto, pode até ser. Mas, é a lei. Como diria um amigo meu, "a lei do oeste".

Celebrar a dor eu acho um pouco demais. Mas, aprender com ela, não é tão insano assim.

Viva, aprenda e curta da melhor maneira a dor. Não, não é papo de masoquista. É papo para quem quer viver. Garanto.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Experiência encantada (ora)

Recentemente tive uma experiência aparentemente mórbida, mas rica em ensinamentos. Fui a um enterro de uma pessoa especial. Seu nome: Tânia. Jovem, não deve ter chegado aos 50 anos. Não, não foi a minha primeira experiência em cemitérios. Já tive algumas, infelizmente.

O especial está na história da própria Tânia. Acometida por uma doença de progresso irreversível, ao longo dos anos Tânia deixou de andar, de mexer qualquer músculo do seu corpo. Sentia calor, coceira, frio, mas não tinha como lidar com estas sensações.

Se fosse para descrevê-la visualmente em uma palavra, esta é a melhor definição: imóvel. No entanto, Tânia estava longe de ser uma pessoa parada. Determinada, forte, cresceu com a doença a ponto de não deixar se abater. Na cama em casa e depois na instituição onde passou seus últimos dias, ela movimentava e encantava quem a conhecesse. Organizou uma reunião em seu lar com os familiares, para que eles conhecessem a filosofia de que para ser feliz é preciso, antes de tudo, fazer o próximo feliz. Sim, a Tânia, com todas as limitações, pensava e agia assim. Curava os outros pelo olhar, pelas palavras e pela postura. Uma das mulheres mais ativas. Mais do que muita gente que não tem qualquer limitação física.

Portanto, o corpo foi enterrado, mas não a alma e muito menos a lição que ela deixou para a gente: viver o máximo possível dentro do que lhe é permitido.

Agora, Tânia parte para o Mundo Espiritual, onde vai se movimentar livremente. Tenho a certeza de que continuará encantando quem encontrar pelo caminho.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Sou uma criança e não entendo nada

Domingo assisti à reprise do Altas Horas, da Globo, com o perseverante e inteligente Serginho Groisman. O programa fez uma homenagem bacana ao "tremendão" Erasmo Carlos. De uma produção delicada e bem elaborada, Erasmo, como um rei da festa, recebeu seus convidados e cantou músicas em duetos.

Mesmo não sendo meu ídolo, sabia boa parte ou todas as letras. Por mais que a gente não confesse publicamente, não há como não cantarolar de vez em quando Roberto e Erasmo Carlos. Uma delas, "Sou uma criança e não entendo nada", chamou-me a atenção.

A gente passa dias, semanas e anos procurando entender a vida e seus dilemas. Ontem cheguei a uma conclusão seguramente nada brilhante. Não precisamos de respostas, precisamos saber conviver com elas. Não precisamos da aprovação alheia, mas da nossa própria aprovação.

Aí vai a letra, para inspiração: "Antigamente quando eu me excedia. Ou fazia alguma coisa errada. Naturalmente, minha mãe dizia: "Ele é uma criança, não entende nada". Por dentro eu ria satisfeito e mudo — Eu era um homem e entendia tudo. Hoje só, com meus problemas. Rezo muito, mas eu não me iludo. Sempre me dizem quando fico sério: "Ele é um homem entende tudo".Por dentro com a alma atarantada — Sou uma criança, não entendo nada".

sábado, 13 de março de 2010

Qual é o seu preço?

Fazer pequenas ações altruístas não é fácil quanto parece. Outro dia, no trabalho, servi água a alguns colegas. As pessoas ficam surpresas. Realmente em um mundo no qual "todos têm seu preço" é difícil acreditar em um mundo melhor e possível.

Mas eu acredito. E justamente acredito que todos esses maus exemplos diários que temos (desde estacionamento em local proibido até dinheiro dentro da cueca) são para a gente refletir "até que ponto vamos com o materialismo desenfreado"?

Campanha por uma pequena ação altruísta diária. Pratique. Eu recomendo.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

365 chances

Dizem que o ano começa agora, depois do Carnaval. Eu diria que 2010 está com cara de fim de ano... só vai começar depois das eleições, depois da Copa do Mundo. Aí, já será novembro, pré-Natal. Talvez seja a mensagem de que o Ano é feito por nós mesmos, diariamente, 365 vezes. São 365 oportunidades de fazer algo a respeito de si mesmo e do mundo ao redor. São 365 chances de sair do casulo e se tornar uma borboleta.

Se até hoje nada aparentemente deu certo, não é por isso que não há uma chance. Aproveite, afinal, temos ainda centenas de oportunidades em 2010.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Egoísmo saudável

Taí... aprendi ontem essa expressão. Sempre achei que egoísmo era um sentimento negativo e mesquinho... até que me deparei com ele. E aprendi uma senhora lição. No mundo, inevitavelmente, temos dois times: os algozes e as presas. Felizmente eu estou no segundo time. Felizmente, porque não suportaria ser alguém que o dinheiro está acima de tudo, que marca de carro eu tenho que ter para não me sentir inferior e por aí vão os exemplos mundanos com os quais nos deparamos todos os dias. Ontem me contaram que alguém chegou em uma roda de amigos e declarou solenemente: “não dá mais para andar com vocês, meu nível mudou”... é real, não é cena da novela das oito!O que me preocupa é que gente assim frequenta a nossa vida, no supermercado, no trabalho, na quitanda, no banco... e aí, fica a pergunta: como nós, simples presas, podemos nos defender? Como fomos nos tornar presas? Não seria mais fácil ser do time dos algozes?Há cura. E é ele, o egoísmo saudável. Dizer não sem sentir culpa, sem deixar de ser do bem, colocar as mangas de fora, sem necessidade das garras. E fica o recado: se somos presas, é porque deixamos alguém ser algoz. Viva o egoísmo saudável! E vamos combater a caça indiscriminada!